7 mitos sobre o Pix que você precisa parar de acreditar
Ainda acha que o Pix é pago ou que o cadastro é obrigatório? Desvendamos 7 mitos sobre o Pix e explicamos o que é verdade no sistema do Banco Central. Confira!

7 mitos sobre o Pix que você precisa parar de acreditar agora
Você ainda tem receio de que o governo monitore cada centavo seu ou acredita que precisa pagar para usar o Pix? Mesmo após anos de funcionamento, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central ainda gera dúvidas.
O Pix revolucionou a forma como os brasileiros lidam com dinheiro, tornando-se a alternativa preferida em relação a métodos antigos como TED e boleto. A grande vantagem é a agilidade: o dinheiro cai na conta em no máximo 10 segundos, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Se você também tem dúvidas sobre a segurança, vale a pena conferir nosso artigo Afinal, o Pix é seguro?. A seguir, vamos desvendar os 7 maiores mitos sobre o Pix para você usar esse meio de pagamento com muito mais tranquilidade.
1. Cada banco possui seu próprio Pix?
Mito. O Pix é um ecossistema único e padronizado, desenvolvido e gerido pelo Banco Central do Brasil. Pense nele como o antigo sistema de TED: não existia uma "TED do banco X" diferente da "TED do banco Y".
A lógica é a mesma: todas as instituições financeiras com mais de 500 mil clientes são obrigadas a oferecer o Pix em seus aplicativos e sites, seguindo exatamente o mesmo padrão de funcionamento.
2. O Pix acabou com a TED, o DOC e os boletos?
Não exatamente. O Pix chegou como uma opção a mais, não para excluir todas as outras imediatamente. No entanto, sua eficiência mudou o mercado.
- TED e boletos: continuam existindo e funcionando normalmente.
- DOC: devido ao desuso frente à rapidez do Pix, as transferências via DOC foram oficialmente encerradas pelos bancos no início de 2024.
O Pix segue sendo a opção mais vantajosa para a maioria das transações do dia a dia por ser gratuito para pessoas físicas e instantâneo, não exigindo a espera de compensação bancária.
3. É obrigatório fazer um cadastro para usar o Pix?
Mito. Não existe um "cadastro no Pix" para que você tenha permissão de usá-lo. Se você tem uma conta corrente, poupança ou de pagamento em uma instituição participante, o Pix já está disponível para você automaticamente no aplicativo do seu banco.
O que existe é o cadastro de Chaves Pix. As chaves servem para facilitar o recebimento de dinheiro, funcionando como um apelido para sua conta, mas o uso da ferramenta em si não requer aprovação prévia.
4. Sou obrigado a cadastrar a chave no banco onde recebo salário?
De forma alguma. A escolha de onde cadastrar suas chaves é totalmente sua. Você tem liberdade total para registrar seu CPF em um banco, seu e-mail em uma fintech e seu celular em outra cooperativa, por exemplo.
Nenhum banco pode obrigar você a vincular suas chaves a uma conta específica. Além disso, existe a portabilidade de chaves: se você cadastrou seu número de celular no Banco A, mas agora prefere usá-lo no Banco B, pode fazer a migração facilmente pelo app.
5. Só é possível transferir usando as Chaves Pix?
Mito. As chaves (CPF, e-mail, telefone) são facilitadores para que você não precise decorar códigos longos. Porém, elas não são a única via.
Você continua podendo fazer um Pix digitando os dados bancários completos do recebedor ("dados manuais"), inserindo:
- Nome completo;
- CPF;
- Número da instituição, agência e conta.
Isso é idêntico ao que fazíamos nas antigas TEDs.
6. Existe um limite total de chaves que posso ter?
Depende da perspectiva. Não há um limite de chaves que você pode criar no sistema geral, mas existe um limite por conta bancária:
- Pessoas físicas: até 5 chaves por conta.
- Pessoas jurídicas: até 20 chaves por conta.
Dica de ouro: além dos dados pessoais, você pode gerar Chaves Aleatórias (sequências de letras e números criadas pelo sistema). Elas são ideais para quando você precisa receber um pagamento de um desconhecido e não quer compartilhar seu telefone ou CPF. Não há limite para a geração de chaves aleatórias, pois elas podem ser excluídas e recriadas conforme a necessidade.
7. Os bancos cobram tarifas "escondidas" no Pix?
Para pessoas físicas, geralmente não. A regra do Banco Central é clara: o Pix é gratuito para transferências entre pessoas físicas.
No entanto, existem exceções onde a cobrança é permitida:
- Ao fazer um Pix presencialmente (no caixa da agência) ou por telefone, quando o meio digital estava disponível;
- Ao receber pagamentos com fins comerciais (venda de produtos ou serviços).
Para pessoas jurídicas (empresas), a cobrança de taxas é permitida e varia de acordo com a política de cada instituição financeira. Alguns bancos digitais isentam essa tarifa, enquanto bancos tradicionais costumam cobrar um percentual por transação.
Conclusão: como usar o Pix a seu favor
Quando você entende o que é mito e o que é verdade sobre o Pix, fica muito mais fácil aproveitar os benefícios do sistema sem medo. Use as chaves com consciência, ative as camadas de segurança do seu banco e desconfie sempre de pedidos suspeitos.
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