Como transformar sua chave PIX em QR Code
Um QR Code PIX é a sua chave, o seu nome e a sua cidade codificados no padrão BR Code do Banco Central. Gerar leva menos de um minuto — o que decide se ele funciona bem no dia a dia são as escolhas de chave, de valor e de formato.
Antes de começar
Você precisa de uma chave PIX já cadastrada em algum banco ou carteira digital. Este site não cria chaves: ele apenas monta o código a partir de uma chave que já existe. Se você ainda não tem nenhuma, abra o aplicativo do seu banco, procure a área PIX e cadastre — o processo é gratuito e leva alguns segundos.
Com a chave em mãos, copie-a do próprio aplicativo em vez de digitar de memória. A maior parte dos códigos que não funcionam nasce de um dígito trocado no CPF ou de um e-mail escrito errado.
O passo a passo, campo por campo
Cole a chave PIX exatamente como ela está cadastrada no banco. O tipo — CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou aleatória — é reconhecido pelo formato, sem você precisar escolher.
Nome do recebedor e cidade são obrigatórios pelo padrão do Banco Central. Valor e descrição são opcionais e mudam o comportamento do código.
O QR Code e o Copia e Cola aparecem na hora. Escaneie com o app do seu próprio banco antes de usar: é a única forma de garantir que a chave foi digitada certo.
Baixe o PNG para mandar por WhatsApp, ou aplique o código em um dos modelos de placa e imprima para o balcão.
Sobre o nome do recebedor: o padrão do Banco Central reserva 25 caracteres para esse campo, então nomes longos aparecem cortados na tela do pagador. Use o nome pelo qual o cliente reconhece você ou o negócio, não a razão social completa.
Qual chave usar em cada situação
Todas as chaves geram um código igualmente válido. O que muda é o que o pagador vê na tela antes de confirmar — e a chance de você precisar refazer tudo mais tarde.
| Chave | Indicada para | Observação |
|---|---|---|
| CNPJ | Negócio com empresa aberta, inclusive MEI | Melhor escolha para venda presencial: o pagador vê a razão social e desconfia menos. |
| Chave aleatória | Quem não quer expor CPF, telefone ou e-mail | Não expira e não revela dado pessoal. Só não pode ser apagada no app depois de virar placa. |
| CPF | Autônomo sem CNPJ | O pagador vê seu nome parcialmente mascarado. Funciona, mas gera mais perguntas no caixa. |
| Telefone / e-mail | Cobranças pontuais entre conhecidos | Evite em placa impressa: trocar de número ou de provedor invalida o código e obriga a reimprimir. |
Com valor fixo ou sem valor?
Deixar o campo de valor em branco cria um código que serve para qualquer quantia: o cliente digita quanto vai pagar no aplicativo do banco. É o formato certo para placa de balcão, onde os preços variam a cada venda.
Preencher o valor trava a quantia dentro do código. Isso elimina o erro de digitação e é ideal para cobrança individual — uma venda pelo WhatsApp, uma mensalidade, uma entrada de evento. O custo é a rigidez: se o preço mudar, o código antigo continua cobrando o valor velho e precisa ser regerado.
QR Code ou Copia e Cola: quando usar cada um
Os dois carregam exatamente a mesma informação. A diferença é o meio pelo qual ela chega ao pagador.
Use o QR Code quando o cliente está na sua frente e vai apontar a câmera: balcão, feira, mesa de restaurante, entrega em mãos. É também o formato que vira placa impressa.
Use o Copia e Cola quando a cobrança vai por mensagem. Mandar a foto de um QR Code pelo WhatsApp obriga o cliente a abrir a imagem em outro aparelho ou a usar a leitura de imagem da galeria; o texto, ele cola direto na opção "PIX Copia e Cola" do banco, sem sair do celular.
Como o seu cliente paga
Vale conhecer o caminho para conseguir orientar quem trava no caixa: no aplicativo do banco, o cliente abre a área PIX, escolhe "Pagar" ou "Ler QR Code", aponta a câmera para o código e confere na tela o nome do recebedor e o valor antes de confirmar.
O dinheiro cai direto na sua conta, em segundos, a qualquer hora e em qualquer dia. A confirmação chega pela notificação do seu banco — este site não processa nem acompanha pagamentos, então mantenha as notificações ativas no celular de quem opera o caixa.
O QR Code não está sendo lido. E agora?
Na tela, o problema quase sempre é a imagem ter sido redimensionada de forma desproporcional em algum encaminhamento — um QR Code esticado deixa de ser válido. Gere de novo e envie o arquivo original, ou use o Copia e Cola.
No papel, a causa costuma ser física: código impresso pequeno demais, tinta fraca, pouco contraste com o fundo, plástico brilhante refletindo a luz ou falta de margem branca em volta do código. O leitor precisa dessa borda para identificar onde o código começa.
Se o código é lido mas o banco recusa, o problema é a chave: ela pode ter sido excluída, ou a conta encerrada. Confirme no aplicativo se ela ainda está lá e gere um código novo.
Veja o passo a passo em vídeo
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